Onça-Pintada: O desafio de preservar a espécie para que não desapareça da natureza

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Um animal exótico em meio a floresta brasileira, a predadora onça-pintada está na lista dos animais ameaçados de extinção, isso por causas da caça ilegal e o aumento do desmatamento e queimadas. 29 de novembro comemora-se o dia Internacional da onça-pintada, a data foi estabelecida na Conferência das Partes da Convenção sobre Diversidade Biológica (COP-14), da Nações Unidas, por organizações não governamentais e países de ocorrência da espécie. O governo brasileiro, através da Portaria MMA nº 8, de 16 de outubro de 2018, criou a data em território nacional e inspirou a iniciativa mundial.

O objetivo da data mundial é aumentar a conscientização sobre as ameaças enfrentadas pela onça, promover esforços de conservação garantindo sua sobrevivência e reforçar o papel da onça como uma espécie-chave, indicação de um ecossistema saudável.

O Ministério do Meio Ambiente, por meio do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), mantém o Centro de Pesquisa, Manejo e Conservação de Espécies de Mamíferos Carnívoros (Cenap). É de responsabilidade do Centro o desenvolvimento do Plano de Ação Nacional para Conservação da Onça-pintada, que tem como abrangência a área de distribuição potencial da espécie nos biomas Amazônia, Cerrado, Caatinga, Mata Atlântica e Pantanal.

A onça-pintada é o maior carnívoro da América Latina, abrangendo 18 países. No entanto, 50% da variação original da espécie foi perdida e as populações de onça-pintada estão em declínio devido à caça ilegal, ao conflito humano-jaguar e à perda e fragmentação do habitat. Devido a esse declínio, incluindo a extinção da onça-pintada em El Salvador e no Uruguai, os governos de 14 dos 18 estados com ocorrência de onças-pintadas já se engajaram em estratégias para salvar a espécie.

Em Parauapebas este trabalho de reprodução da espécie é desenvolvido dentro do Bioparque de responsabilidade da empresa Vale. O trabalho tem por objetivo garantir a preservação da onça-pintada na Amazônia. De acordo com César Neto – coordenador do Bioparque Vale Amazônia, o Programa é administrado pela Associação de Zoológicos do Brasil juntamente com o ICMBio.

“A gente trabalha a reprodução deles. Essa reprodução vem justamente para poder trazer força genética para a espécie e trazer uma garantia de uma população de segurança.” Frisou o coordenador do Bioparque.

Hoje o espaço conta com três espécies de onça-pintada, sendo uma fêmea e dois machos, além dos filhotes de Marília como é chamada a única felina existente no Bioparque.

Foto: Nereston de Camargo

Cézar conta como é o contato com os animais, ele explica que por se tratar de uma espécie ameaçada de extinção alguns cuidados são necessários que vão desde a alimentação do felino ao acompanhamento veterinário.

“Eles têm uma alimentação balanceada, como eles são carnívoros, eles se alimentam de carnes de qualidade. A gente tem a parte veterinária preventiva, a gente cuida dos dentes, dos pelos. O resultado positivo da reprodução também tem a ver com o espaço em que eles estão, a gente tenta manter eles dentro de um ambiente de maior semelhança de um espaço natural.” Destacou.

Dentro da unidade nos últimos dez anos, nasceram seis filhotes de onça-pintada no Bioparque. Os filhotes da onça-pintada Marília fazem parte da sétima e oitava geração da espécie nascida na unidade. Esses animais com o tempo são destinados para outras instituições dentro do Brasil para dá continuidade à reprodução e assim garantir a diversidade genética da espécie.

(Pebas Notícias)

Foto: Divulgação Vale

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