Insegurança toma conta do complexo VS-10 em Parauapebas

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Insegurança e medo. Essas duas palavras definem como os moradores do complexo Vs-10 estão vivendo ultimamente. 

Diversos crimes foram registrados nos últimos dias no complexo VS-10, e segundo os moradores, depois dos crimes ninguém está conseguindo viver tranquilamente por conta das ações truculentas dos criminosos. 

Bairros como Casa Branca, Califórnia, Brasília e Bom Jesus, foram os alvos dos infratores, que, foram bastantes violentos com suas vítimas. 

Em conversa com uma moradora do bairro Califórnia, que preferiu não se identificar por causa do medo, ela conta como aconteceu o assalto em sua residência. “Era quase 20h quando chegou dois elementos e parou aqui na porta, um já desceu com revólver na mão e colocou na cabeça do meu filho e já foi pedindo o celular. E ele virou para meu lado e disse: “Tia perdeu, passa o celular”, e eu fiquei conversando com ele ainda, e falei: “Meu filho não faça isso”, eu entreguei e na hora da saída ele matou meu cachorro”, detalha a moradora bastante emocionada. 

Segundo ainda a entrevistada, o motivo do tiro no cachorro foi por conta do mesmo ter tentado defender seu território e partir para cima do bandido. 

Uma outra vítima dos infratores, identificada como Raimunda Aguiar, moradora do bairro Casa Branca, também teve sua residência invadida e assaltada. 

Meu filho me contou que entrou três indivíduos, um de capacete e dois sem, na hora que eles entraram fecharam meu ex-marido com uma faca Branca e outros dois saíram com a arma e depois o da arma voltou e segurou meu ex-marido e o da faca ficou lá dentro do quarto quebrando as coisas. E o outro foi lá tomar o celular do meu filho, como meu filho não queria passar o celular, ele passou o revólver na cabeça do meu filho e abriu um buraquinho, mas nada grave, e graças a Deus ficou pelo menos todos vivos”, conta Raimunda. 

“Olha eu vejo que a gente vive em um lugar que não tem segurança, que em qualquer momento você pode morrer em troco de nada. Porque o cidadão igual eu não posso ter uma arma em casa, e o bandido pode”, afirma Raimunda, destacando também que teve seu dinheiro de fazer a feira e de comprar seu remédio controlado levado pelos bandidos. 

Uma terceira vítima fez um apelo as autoridades policiais de Parauapebas, pedindo que seja colocado um efetivo policial para ficar de prontidão naquela região. “É uma situação que o Brasileiro vive hoje, trabalha, trabalha, para comprar as coisinhas, e o mal infrator vem só roubar. E a gente queria pedir a alguém que olhasse por nós, que viesse de vez enquanto, a polícia mesmo, pois é o dever dela”, lamenta a dona de casa que está apreensiva com tudo que aconteceu. 

Até o fechamento desta matéria ninguém havia sido preso.

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